Em uma colina, um sábio de longo olhar observava o horizonte.
Seus olhos viajavam sem piscar para longe e perto.
Pacientemente, ele aguardava. Uma visita exótica, que já deveria ter chegado.
O sábio esperava por si mesmo.
E ele não chegava.
Ponderando, a mente do sábio buscou novas perguntas para entreter-se, aguardando por seu eu menos experiente, menos ciente, mas ainda ausente.
No final de mais uma espera, o sábio caminha. Ele reflete, sabiamente, que seu eu não o busca no lugar certo. Logo, cabe a ele encontrar a si, e não a si encontrar-se.
Naquela colina, momentos depois, um jovem chegaria. E seguiria os passos do sábio que agora dele se afastava, sem saber.
Um dia, o sábio pararia para descansar. Talvez então, ele se encontre.