terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eu, o sábio.

Em uma colina, um sábio de longo olhar observava o horizonte.

Seus olhos viajavam sem piscar para longe e perto.

Pacientemente, ele aguardava. Uma visita exótica, que já deveria ter chegado.

O sábio esperava por si mesmo.

E ele não chegava.

Ponderando, a mente do sábio buscou novas perguntas para entreter-se, aguardando por seu eu menos experiente, menos ciente, mas ainda ausente.

No final de mais uma espera, o sábio caminha. Ele reflete, sabiamente, que seu eu não o busca no lugar certo. Logo, cabe a ele encontrar a si, e não a si encontrar-se.

Naquela colina, momentos depois, um jovem chegaria. E seguiria os passos do sábio que agora dele se afastava, sem saber.

Um dia, o sábio pararia para descansar. Talvez então, ele se encontre.