Em um minuto de silêncio dedicado
às historias nunca contadas,
ouço, e enumero, tantas
anotações feitas em guardanapos
(aqueles, manchados nas pontas),
"e se"s de conversas de amigos
que nunca chegam a uma conclusão
(no máximo um dar de ombros
e um "enfim" e um "pois é").
Entro de luto por um breve
período, e as histórias do que
poderia, do que nunca será, e
outras, tantas outras, me buscam,
Eu ouço. Saudade também escuta,
bem aqui do meu lado. Com o tempo,
as histórias partem, para lugar nenhum.
As memórias não. Lembrança
não deixa os contos de lado.
Tributo pago.