sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Eis que surge...

Uma cabeça, na margem de uma ilha, observava o horizonte vazio.

No horizonte vazio, no princípio, só havia marolas, sem maré.

Ondas se formavam aos poucos. Nada dramático.

A cabeça tinha um rosto. O rosto olhava, piscando. 

Às vezes ela pigarreava. Às vezes, tossia.

Neste momento, o tempo era transitório. Entre instantes.

A cabeça olhou para ontem-hoje-amanhã.

E sorriu.

Se despediu da ilha, e flutuando, foi para casa.

Seu trabalho estava pronto.

Na ilha, uma onda se quebrou na praia.