O poema que vem à mente, perfeito em cada sílaba,
teme, em seus versos, a mutilação do poeta.
A alma que encarna, o sentimento que é dito,
distante to ideal.
Cada letra, cada verso, estrofe e rima,
reduz a poesia às palavras do escrito-cantado-lido.
Cada
leitura sem emoção, uma violência,
contra aquela perfeição inicial que cai no mundo,
(sacrifício auto inflingido),
pela beleza que talvez um dia
alcancemos.
O poema perfeito,
dito no olhar-lágrima-sorriso,
nos espera quando prontos.
Além.