terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Boteco de Lugar Nenhum

A muito tempo, em um lugar hoje distante no passado, inexistente hoje e amanhã, havia um boteco.
Lugar de cônjuges, e de conflitos. De flerte e de força. De sorrisos e saudades.
Saudade hoje, que viaja no tempo, fugindo pela memória, e resgata um lugar que não existe. Do passado ao presente, à memória de amanhã.
Ouvimos ecos. Vislumbramos sombras. Provamos apenas saliva com essência de bebidas que nunca consumimos.
Os ecos riem, distantes, do passado, até a memória futura. As sombras se abraçam, se beijam, se batem. A última silhueta é de um brinde. O último eco, o suspiro de duas taças.
Ontem se foi. Até amanhã.