A
muito tempo, em um lugar hoje distante no passado, inexistente hoje e
amanhã, havia um boteco.
Lugar
de cônjuges, e de conflitos. De flerte e de força. De sorrisos e
saudades.
Saudade
hoje, que viaja no tempo, fugindo pela memória, e resgata um lugar
que não existe. Do passado ao presente, à memória de amanhã.
Ouvimos
ecos. Vislumbramos sombras. Provamos apenas saliva com essência de
bebidas que nunca consumimos.
Os
ecos riem, distantes, do passado, até a memória futura. As sombras
se abraçam, se beijam, se batem. A última silhueta é de um brinde.
O último eco, o suspiro de duas taças.
Ontem
se foi. Até amanhã.