A matemática é perfeita.
Lógica. Impessoal. Imparcial.
Impiedosa.
Leis de Mercado são auto reguladas...
Bens comuns a serem distribuídos...
Esquerda vs Direita.
A matemática não se importa.
A economia segue, implacável.
Lembre-se, você... lembre-se do que estraga a matemática.
Do que arruína a lógica.
Do que sempre toma partido, mesmo, quando não toma.
Lembre-se de pessoas.
A lógica dita que um deve contribuir.
Matematicamente, velhos e crianças estão em débito.
Logicamente, não há porque mantê-los.
Imparcialmente, não há nada pessoal. Apenas bons negócios.
Crianças são débito a ser resgatado. Investimento.
Velhos são bens datados. Reciclagem.
Pessoas... todas.
Pessoas... todos.
Compaixão não é matemática.
Empatia não é matemática.
A matemática é perfeita. Abstrata. Intocável.
Pessoas são falhas.
Mas estão logo ali, ao alcance de um abraço.
De um afago.
De um beijo.
Lembre-se das pessoas.
A matemática não vive, não sofre, não precisa.
Pessoas morrem, sofrem, e querem.
Se citamos matemática, e esquecemos das pessoas,
Adoramos o perfeito inventado.
Esquecemos o que somos.