terça-feira, 8 de novembro de 2016

Fazendo miçanga.

A matemática é perfeita.

Lógica. Impessoal. Imparcial.

Impiedosa.

Leis de Mercado são auto reguladas...

Bens comuns a serem distribuídos...

Esquerda vs Direita.

A matemática não se importa.

A economia segue, implacável.

Lembre-se, você... lembre-se do que estraga a matemática.

Do que arruína a lógica.

Do que sempre toma partido, mesmo, quando não toma.

Lembre-se de pessoas.

A lógica dita que um deve contribuir.

Matematicamente, velhos e crianças estão em débito.

Logicamente, não há porque mantê-los.

Imparcialmente, não há nada pessoal. Apenas bons negócios.

Crianças são débito a ser resgatado. Investimento.

Velhos são bens datados. Reciclagem.

Pessoas... todas.

Pessoas... todos.

Compaixão não é matemática.

Empatia não é matemática.

A matemática é perfeita. Abstrata. Intocável.

Pessoas são falhas.

Mas estão logo ali, ao alcance de um abraço.

De um afago.

De um beijo.

Lembre-se das pessoas.

A matemática não vive, não sofre, não precisa.

Pessoas morrem, sofrem, e querem.

Se citamos matemática, e esquecemos das pessoas,

Adoramos o perfeito inventado.

Esquecemos o que somos.