segunda-feira, 31 de julho de 2017

And it begins anew.

There once was a drifter.

Not lost, but seeking.

Wander, he did. Wonders and hardships, found.

(as any drifter)

His journey started, uncertain. Walked.

From here, to there, and back again.

A house opened its doors. For sometime,

the drifter visited. Entered. Left.

Kept walking. Here. There.

And back again.

The house, slowly crept in the drifter's feelings.

It turned into a home to go.

People inside, a made up family.

Imperfect. Growing.

As families go, I guess.

The family ended up too big for the house.

The house became a large building.

The family grew more. Inconstant, now.

People coming and going.

Leaving.

Perhaps too big of a building for the

small family who adopted the drifter.

The family is now gone.

The building does yet remain.

The drifter, once again, walks.

Wanders. Wonders.

He waves goodbye.

And smiles, longing.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

A meus amigos.

O choro sem lágrimas.

O sorriso nos lábios, apenas.

O eco da verdade em uma palavra dura.

O amor em um gesto.

O cúmplice em silêncio.

Àqueles que reconhecem,

este dedico.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Eu - livro

Um autor terminou seu livro.

Havia manchas de lágrimas em certas páginas do manuscrito original,

e risadas ecoavam nas orelhas de certas outras.

O primeiro leitor recebeu aquele livro,

aquele mesmo livro,

e leu um livro diferente.

Uma leitora recebeu deste primeiro livro,

o mesmo livro,

e também, ela, leu uma outra obra.

E a cada leitor, que lia aquele livro,

aquele mesmo livro,

o livro mudava.

Até o autor, muito tempo depois,

releu aquele livro,

e sorriu, ao terminar,

outro, não o mesmo,

com marcas de lágrimas

em novas páginas velhas,

e ecos de risadas

em orelhas ausentes nas páginas

impressas.

O velho livro, o mesmo livro,

novo, diferente.