Multidão que pega um qualquer,
fagocitado,
andando sem linha,
suado,
por ruas que sufocam
(árvores da infância,
onde estão que não
em sonhos, refrescando
memórias de ventos que vinham
e vêm,
e frutas que caem),
o solitário.
Sol inclemente,
olhos cerrados,
testa franzida,
carros,
buzinas,
um alguém,
xinga a outro,
por um elevador um instante
atrasado:
imprecações que ecoam
em corredor vazio.
(Nostalgia,
eis você,
dourando tempos
cinzentos,
tornando o azul
odioso,
e nuvens hostis
em graça.)
Retorno
assim.