Uma mulher-criança viajava em um navio, buscando entre-continentes.
O navio naufragou.
De longe, no mar, uma tábua chegou.
A mulher-criança buscou a tábua, e a envolveu com seus braços e pernas.
Daí, é tudo especulação.
Alguns acham que ela, ainda agarrada à tábua, se afogaria com o tempo, por cansaço, por destino.
Outros acham que ela não conseguiria segurar a tábua por tempo o bastante para se salvar.
Uma história conta que ela chegou a uma ilha. Nessa ilha, outros sobreviventes a acolheram.
Daí, especula-se de novo.
Alguns acham que ela, ainda agarrada à tábua, transformou a tábua salva-vidas em tábua-porta... que se fechou.
Outros acham que ela queimou a tábua em fogueiras para si apenas, um dia ficando sem nada.
Os mais otimistas acham que ela, a tábua e os outros viveram na ilha até que a tábua virou novo barco, ou até outro barco chegar, levando a mulher, e talvez os outros, para longe.
Nesta história, sem especulações, a ilha afundou.