Encaro o céu escuro,
o manto negro que quando muito
apresenta um olhar prateado
em meio a nuvens de laranja
que não pertencem à noite.
Sinto falta das estrelas.
Lembro do céu salpicado delas,
e penso nas estrelas do céu,
de poucas cores, piscando,
olhando para as estrelas da TV,
tão próximas, coloridas, dançantes.
Vejo umas, sem ver as outras,
e sinto falta, no abafado frio
de colunas de ferro vidro cinzento,
de uma calidez campestre
que jamais foi minha para lembrar.