O biscoito tinha um gosto ruim.
O café não estava muito melhor.
As mãos tremiam. Não de frio.
Pares de pernas passavam à altura do rosto.
De um lado para o outro, sem parar.
(alguns, mais generosos, andavam mais devagar;
outros, mais temerosos, apertavam o passo)
"Clink", faziam algumas moedas, ao atingir outra,
em trapo enrolado no chão sujo.
As raras notas não faziam barulho notável.
"Bom dia", alguém disse. "Fique com Deus",
outra respondeu.
Enrolado em jornais, dormiu.
Quem sabe amanhã o café será fresco.
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