Em uma floresta, uma raposa se encolhia na floresta, no frio.
Havia um caçador atrás dela. Sempre.
Nesse dia, já de noite, a raposa viu o caçador.
E ela sumiu.
O caçador estava sempre lá. Ele sabia que a raposa não podia escapar sempre.
E a raposa também sabia disso.
O que ela sabia mais que o caçador era que ela não tinha medo dele.
Ela sentia falta da floresta.
Do cheiro da chuva.
Do sabor da presa.
Do sol nos pelos.
Do cheiro de outras raposas.
O caçador não imaginava isso. Como poderia a raposa sentir falta do que ela já tinha?
Mas ela sentia. Não se importava com a dor do tiro. Ela já tinha sentido dor antes.
Não se preocupava com sua pele sendo esfolada e vendida. Ela não estaria viva para se importar.
Ela sentia falta do que tinha.
Um dia, ela sabia, a bala viria.
Até esse dia, ela aproveitava a floresta.
Ela corria. Ela comia. Ela dormia. Ela sonhava.
Até aquele dia, ela sorria.
Até mais.
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