quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Urbano

Encaro o céu escuro,

o manto negro que quando muito

apresenta um olhar prateado

em meio a nuvens de laranja

que não pertencem à noite.

Sinto falta das estrelas.

Lembro do céu salpicado delas,

e penso nas estrelas do céu,

de poucas cores, piscando,

olhando para as estrelas da TV,

tão próximas, coloridas, dançantes.

Vejo umas, sem ver as outras,

e sinto falta, no abafado frio

de colunas de ferro vidro cinzento,

de uma calidez campestre

que jamais foi minha para lembrar.

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