No vácuo do espaço, não se ouve gritos,mas as esferas dançam, embaladaspor música celeste, de eterna quedaem espiral constante, deslocadapara fora, e para fora, criando infinitoque talvez ainda não seja, nem nuncaserá. Passagem de passado para futuroa que chamamos de presente, eterno,congelado, no frio da percepção, no limite dos tons, de bailar invisívelgirando, e girando, e girando.Por um momento infindável, tudo o maissilencia... exceto pelos grãos de areia em uma ampulheta, contando, um a um.
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