Em momentos, assim,
presentes, fortes, estranhos,
o tempo se torna irreal.
A memória viaja, sem aviso,
sem pedido, sem querer
resgatando passados
fragmentos, aos farrapos.
Lágrimas brotam
e jamais encontram
o caminho dos olhos,
quando no futuro, após tanta
paciência, confessional,
sob chuva, sob sol, entre ventos,
nasce um poema.
Daqueles, que poucos lêem,
todos lembram, muitos curtem
e ninguém canta.
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