sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hiato

Em momentos, assim,

presentes, fortes, estranhos,

o tempo se torna irreal.

A memória viaja, sem aviso,

sem pedido, sem querer

resgatando passados

fragmentos, aos farrapos.

Lágrimas brotam

e jamais encontram

o caminho dos olhos,

quando no futuro, após tanta

paciência, confessional,

sob chuva, sob sol, entre ventos,

nasce um poema.

Daqueles, que poucos lêem,

todos lembram, muitos curtem

e ninguém canta.

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